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Serviço de Animação Vocacional: despertar, discernir, cultivar, acompanhar e inserir
Por: Pe. Alexandre José Gonçalves


Tradicionalmente, a Igreja Católica celebra em agosto o mês vocacional. Não que seja apenas agosto o mês vocacional; todo tempo é vocacional, pois Deus chama sempre, em todo tempo e lugar. Mas neste mês nós como Igreja, comunidade Povo de Senhor, aprofundamos e amadurecemos essa dimensão essencial de nossa fé: somos todos vocacionados, chamados e enviados pelo Deus da Vida. Deus que nos chama à vida nos chama também à vida nova em Cristo, ou seja, à santidade pelo sacramento batismo. Por este sacramento recebemos a vocação/missão de seguir Jesus Cristo caminho, verdade e vida. Do batismo brotam, portanto, todas as vocações chamadas específicas, ou seja, aquelas formas concretas de viver o seguimento do Mestre de Nazaré.
Deus para chamar usa de mediações variadas como pessoas, acontecimentos históricos, a Igreja (vivência de comunidade), o testemunho de fé de tantos homens e mulheres (santos e santas), o apelo dos pobres, a Sagrada Liturgia, a Palavra lida e meditada na assembleia litúrgica ou individualmente e o próprio Serviço de Animação Vocacional (SAV) e outras tantas.  O SAV é um instrumento de Deus para chamar homens e mulheres, crianças, jovens e adultos de todas as idades para o serviço em sua messe e instrumento da Igreja para ajudar a todos a discernirem tal chamado, ou seja, a qual estado de vida o Senhor chama para mais bem viver afetiva e efetivamente a fé, se na vida religiosa (masculina e feminina), se como padre diocesano, se no matrimônio, se nos muitos e essenciais ministérios leigos dentro da Igreja. Não importa qual seja a vocação específica. Todas são igualmente importantes, pois servem ao mesmo objetivo: seguir Jesus Cristo, vivendo assim os valores do Reino de Deus.
Assim fica evidente a necessidade de termos a Igreja toda ela vocacionada, para alcançarmos uma Igreja toda ela ministerial. Para vocacionalizar a Igreja, ou seja, despertar a consciência do chamado de Deus e a necessidade da resposta do ser humano, é fundamental termos em todas as paróquias as chamadas Equipes Vocacionais Paroquiais (EVPs), formadas por agentes de todos os movimentos e pastorais que, juntas com o padre responsável, se fazem instrumentos de Deus para chamar da Igreja para o discernimento. A EVP devidamente formada traduzirá na paróquia as etapas do itinerário vocacional, a saber, despertar, discernir, cultivar, acompanhar e inserir.
Termino citando Dom Nelson Westrupp, bispo diocesano de Santo André-SP, que num artigo escreveu: “as vocações são um sinal indicador da vitalidade e da espiritualidade de uma comunidade cristã. Uma comunidade que não suscitasse vocações para a continuidade de sua missão seria uma comunidade estéril” e enfatiza ainda que “ é preciso encontrar caminhos para uma evangelização da vida e do seu sentido, pois um dos maiores desafios da evangelização hoje consiste em restituir à vida a sua intocável sacralidade de dom ”, ou seja, as vocações surgem.

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